5.4.3.2.

Recarregando o sistema, esta é a perspectiva para a retrospectiva. Mais um ano que não terminou. Entraremos em um novo dia, um novo mês, mas o ano continuará sendo o mesmo. Uma nova onda de temor será criada e propagada para manter as pessoas presas em seus pequenos cubículos humanos. Nas décadas de “revolta” contra o domínio “anti-esquerda”, era ditado que, a menor prisão era a farda, hoje é a máscara. Há contra o indivíduo uma centena de agulhas intimidando seus movimentos e liberdades. Pensar tornou-se doença, até mesmo doença perdeu o assento. Não é saudosismo, muito menos conservadorismo, é pensamento e lógica. Não se prima por estas qualidades e características. Tempos de dancinhas e desafios, pífios e ilógicos. A robotização da sociedade segue em ritmo acelerado. Chaplin tinha razão em seu filme Tempos Modernos, o sistema implantado por Henry Ford em suas linhas de produção levaria a desumanização do indivíduo e a uma sociedade tecnicista e fria. Chegamos a esse tempo, peque sua chave inglesa e sai apertando os parafusos que encontrar, seja ultra especialista em sua performance de dança diante do seu celular, queira rios de likes em seus desafios de por bolinhas de golfe na boca. Seja feliz por pagar o aluguel de seu carro para nossa querida bigtec. Seus dados, hábitos e costumes nos pertencem, afinal somos os donos do seu algoritmo, cumpra nosso desafio e seja feliz. Trabalhe e use nosso cartão para as compras de nossos produtos que você passou a desejar depois que nosso algoritmo te fez acreditar que necessita. Seja conforme nosso desígnio. Seja feliz, não olhe sem a selfie. “Não olhe para cima”

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