20X20+2 - Esta é a equação.

Doismilevinte o ano que não terminou. Vamos adentrando a segunda dezena no novo século. Quando criança imaginávamos como seriam estes anos. Naqueles tempos muitas expectativas ilustravam nosso imaginário. Carros iriam voar? Haveria intercomunicadores? Viveríamos no espaço? Teríamos comida compactada instantânea? Capitão Kirk nos iludiu. Vivemos tempos em que as pessoas são de geleia, os carros ainda queimam carbono, nossos smartfones no prendem num mundo de tolices e desavenças e a viagem ao espaço se mostra uma fronteira que poderemos não atingir, nossos ossos não suportam a falta de gravidade. Mas como miséria pouca é bobagem, seguimos em uma crise sanitária interminável, o medo mata mais que a moléstia. Por egoísmo insano, enviamos nossos entes mais queridos para um ensaio laboratorial sem precedentes na história humana. Nossos idosos inicialmente foram cobaias para o teste de uma nova e “revolucionaria” campanha de combate a um fantasma que não pode ser provado. Desvendar a origem e o mecanismo de infecção, tem sido motivo para perseguição e difamação de reputações ilibadas. Judas seria beatificado em nossos tempos. Nossas crianças que não são alvo da moléstia, servem de escudo para a contenção de novas formas de contagio. E a plateia aplaude o novo meme do dia. Somos assim, insanos. Um tempo em que o quociente de inteligência das novas gerações mostra-se menor que o da geração anterior. Um tempo em que a logica se quebrou, os cérebros já não conseguem compreender a mecânica das coisas. Raciocinar é sinônimo de demência. Não curtiu, não pegou! Agridem-se por banalidades, como feras famintas em batalha por um quinhão de comida. Ainda há muita névoa no ar, os olhos vendam com a agressividade da luz, as trevas pairam por sobre as mentes em busca de um momento de fama. Um novo caminho há que ser construído, por entre os escombros que sobraram dessa tragédia de horror que assolou a humanidade, o medo e o egoísmo. Estes são o reais motivos dessa desordem. Pessoas egoístas que desejam ser respeitadas e protegidas, pondo-se em patamares de adoração e venerança por seus pares. Esse é o resumo do que restou da humanidade. O supra sumo do egoísmo e da vaidade. Por onde olhamos o culto do egocentrismo reina sobre as almas, levando-as a vaidade e ao narcisismo desenfreado. Este é um retrato do momento em que vivemos. Teremos que nos reinventar, começar novamente uma sociedade onde não há mais pilares para serem sustentados, e tetos para serem admirados. Apenas o vão aberto de uma estrutura oca e sem vida. É assim que está a humanidade, cheia de certezas, mas sem nenhuma atitude. Bradando para suas verdades e ignorando a verdade diante de seus olhos. Onde iremos com esse caminho. Foi dado reset na história humana, mas ninguém sabe onde está o pen drive com o novo sistema. O drives da velha maquina chamada terra, se perderam. E algum dos velhinhos que morreram, é que sabia onde fica o botão de restart. É assim que caminhamos nesse “novo normal”, como zumbis que vagam em busca de uma dose de vida e energia para sugar. Quando se rasga os velhos rascunhos, se descarta o caminho percorrido para a perfeição.

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