Vivendo a verdade no tempo das fake News.
A verdade
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| Christian S - Pixabay |
Ontem me passou uma pergunta na cabeça.
Por que “Adão” teve vergonha de suas “partes” e se cobriu
diante do criador?
Por que teria ele vergonha de se mostrar como de fato era?
Diante destas questões. olho para os tempos atuais e
continuo com elas em aberto.
Por que tememos a verdade ainda nos dias de hoje?
O uso da vestimenta na história humana se deve ao fato de
que perdemos a pelagem que nos cobria o corpo para absorvermos melhor ao sol que
nos energiza ou nos livrar do calor que ela nos mantinha sob o mesmo sol.
Simplesmente isso, proteção.
No entanto, nossa vaidade nos fez sucumbir diante dos
adornos e dos símbolos de poder e superioridade. Nossa “plumagem”, agora artificial,
nos iludiu diante de nossa vaidade.
Somos seres incompletos e disformes em nossa imagem real.
Vivemos com as distorções da realidade que nos embala em nossos devaneios.
Adoramos a mentira e cultuamos a falsidade. Chegamos ao
ponto de transforma-las em “semi verdades”.
Adoramos “ídolos” que nos mostram apenas uma face de suas
realidades. Nos empolgamos com pequenos gestos e afagos que a nós dirigem.
Somos ávidos por pequenos vislumbres de ilusão.
Por que ainda somos assim?
Você nunca se perguntou sobre isso?
Qual a sua verdade?
Em quantas camadas de ilusão vivemos nosso dia a dia. Somos
tal qual uma cebola, que desidratamos a capa externa até que reste apenas um fiapo
de vida.
Tudo isso que descrevi até aqui é um monte de questões “filosóficas”, que deprimem a grande maioria dos seres humanos. Vivamos o dia atual, o sol que
nos ilumina, deixemos de lado as reais causas de nossas ações. Assim pensa a
maioria dos viventes.
De fato, eles têm razão, ainda não estamos prontos para o
encontro com a verdade. Ainda somos qual crianças em um parque de diversões.
Saboreando a doce ilusão do algodão açucarado, que se dissolve em nosso paladar,
nos enchendo de energia para uma nova brincadeira.
Vivamos de likes e dancinhas sem nexo. Desafiando os nossos “queridos”
a serem mais “criativos” e “disciplinados” que nós. Doce ilusão. Ainda somos
tolos ao pensar que somos capazes de dirigirmos nossas próprias vidas.
Desejamos que “alguém” nos guarde e oriente quanto ao caminho
que devemos trilhar.
Desejamos um “deus” e um “diabo” para que possamos colocar
nossos erros e acertos sobre os ombros de um terceiro, não suportamos carregar
em nossos ombros o peso da realidade.
Somos tolos navegantes desta jornada que é a vida. Seguimos
como naus ao sabor dos ventos que sopram nossas velas.
De porto em porto navegamos segundo os mapas que nos são
mostrados pelos cartógrafos que desenharam as rotas.
Vendo horizontes brilhantes que encobrem tempestades furiosas
em nossas almas.
Simplesmente por que acreditamos que uma pequena folha cobre
nossas “verdades”, apesar de termos sido libertados por aquele que nos mostrou
o Caminho, a verdade e a vida.
Ainda titubeamos diante de nossas verdades, somos como Tomé
que necessitava de algo sólido para acreditar em um novo mundo e um novo tempo.
A fé embasada na verdade, nos mostra o caminho que devemos
seguir e nos liberta para a vida que merecemos viver. É isso que está na base
desta frase dita a mais de milênios.
Somos filhos da verdade, iludidos pela vaidade, presos em
nossas luxúrias e traídos por nosso orgulho.
Somente nossa humildade nos libertará diante da luz da
compreensão.
Conhecer o ser que habita nossa alma, vive em nosso corpo, e
luta com nossos medos é a porta da libertação de nossas penas.
Somos seres destinados a luz da vida e ao sol da redenção.
Vivemos em um cômodo escuro de nossos medos e temores.
Busquemos a porta que nos levará a vida e a plenitude.
Siga seu caminho sem creditar a outros suas vitórias e seus
erros. Carregue-os como símbolos de suas lutas, para que no crepúsculo de seu
tempo você tenha contas para a contabilidade de seus momentos de glória.
Abrace a vida, ela te espera qual mãe carinhosa e dedicada
para lhe afagar os tenros cabelos de sua infância eterna.
Ame-se com suas dores e viva com seus temores, são seus, e
lhe pertencem como ferramentas de sua libertação e não como grilhões de sua
prisão.

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