Cartas a Julieta.
Relendo um de meus textos, me deparei com a ideia de que, são cartas para alguém, em que relato meus pensamentos, num retrato da vida, em folhas brancas, hoje virtuais. A soma de minhas ideias resulta em meu conhecimento. Num lampejo de lucidez ou devaneios me ponho a teclar, e numa sequência de letras, vou construindo um pensamento, que flui como águas mornas de um riacho. Estas ideias povoam meu ser, caminho por entre elas como um lavrador em seu pomar, quando me deparo com uma fruta no ponto, colho e saboreio refestelado a sombra de minhas lembranças. Uma destas lembranças me vem a memória. Para quem gosta de “cinema”, no meu tempo a grande tela de lona, hoje a grande tela de led, pude assistir em companhia de minha companheira e cumplice, ao filme titulo deste texto. Nele, uma jovem em viagem a Verona, Itália, se encontra nas páginas das cartas de amor, deixadas a Julieta. Uma em particular, lhe chama a atenção, e em colaboração com as “madonas” que fazem o trabalho, de catalogar este acervo, decide encorajar a remetente, na busca de seu amor esquecido entre memórias mais secretas. A apaixonada jovem do passado, decide seguir o conselho da consultora, e juntamente com a nova amiga, partem em busca deste amor perdido no tempo. A aventura segue, por vales e vinhedos da Itália bucólica, sempre ladeadas, pelo irritadiço neto da amante, que as condus, ao volante, de seu luxuoso automóvel, que desliza suave por inebriantes paisagens. Não vou aqui dar o spoiler do filme. Só fiz esta breve descrição, para ilustrar como me veem as ideias que aqui escrevo. Num desejo de oferecer palavras que lhes permitam, construir em seus íntimos, o desencadear de ideias, assim como, quando descrevi o interior italiano. Este é o objetivo deste texto, exercitar os músculos de seus devaneios, brincando com nuances e cores de nossas memórias. Retirando do cotidiano, momentos de leveza e serenidade. Faço aqui um convite, escreva você também, coloque tinta em suas lembranças, deixe fluir a pena de suas memórias, liberte os recantos de seu passado. A vida é curta, e o que deixaremos nela, são as letras de nossas ações, e as linhas de nossas virtudes, num sem número de páginas vividas, que não podem passar em branco em nossa história. Dá me aqui, um grande abraço e deixo a ti, um até breve.
Ps: Tenho saudades de ti. Oh! Grande amigo.

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