O que há por trás de seus olhos.
É quase nome de minissérie para tv. Mas, retrata o andamento do momento em que vivemos. Desde a década de 1950 do século passado, fomos habituados a ver o mundo através de uma lente. Seja através do cinema no início, logo em seguida pela televisão, posteriormente via videocassete, e por fim através das câmeras digitais que se popularizaram por todo o mundo finalmente nos atuais smartphones. Hoje tudo é imagem e movimento, seja num jantar, ou numa partida de futebol. Aprendemos mecânica e receitas de bolo, piano e cirurgia cardíaca, tudo vem pelo olhar de uma lente. Nossos olhos já não veem a verdade em loco, nossos fatos já não são mais reais, e nossas verdades hoje são retocadas. Vivemos em tempos de imagens distorcidas, muito mais do que 24 frames. Esta guerra que hoje é o centro da atenção da mídia, tem sido feita mais em imagens fixas, muitas delas não resistem a uma analise mais apurada, e logo são desmoralizadas ou desmentidas.
Esse é o resumo desta contenda, uma ficção contada por diversos oradores, cada qual, sob seu ponto de vista focal e ideológico. Estamos no momento de definição de uma nova rota para o mundo. Havia até recentemente um “consenso” de que deveríamos seguir para uma sociedade mais “fraterna” e “inclusiva”, porém os arquitetos desta nova sociedade, estavam sob o manto de novos tempos, segregando grupos de indivíduos e sociedades que não se ajustavam ao modelo por eles estabelecidos.
Este conflito que se iniciou pelas terras da Ucrânia é a rejeição clara desse modelo, por parte daqueles que não se reconheciam nessa imagem.
Uma sociedade mais fraterna e compreensiva, não segrega indivíduos, ela reconhece e se ajusta as novas necessidades, sem perder sua identidade secular.
Ao tomarem a decisão de disparar o inicio do novo modelo social, onde o cidadão reconhece uma entidade superior modelar única, determinada pelo aparato organizacional dominante, agora na figura de uma organização única planetária, seus arquitetos, usando uma frase do jargão futebolístico brasileiro, esqueceram de combinar com os russos. E aí foi que a coisa desandou, o poder econômico dominante nos países berço deste modelo, deixou de lado os grupos econômicos e sociais locais, dos países periféricos, na certeza de que a metrópole adotando novo modelo o restante seguiria por obediência cega e servil. Más, em tempos de informação instantânea e multi fragmentada, o ensaio não virou espetáculo, e a plateia não aplaudiu a peça. As falhas e as mentiras vieram à tona, e a verdade vem teimosamente se restabelecendo, e mostrando que, o que realmente estava se orquestrando, era apenas a manutenção das estruturas já existentes sob nova roupagem e novo cenário, o que ficou conhecido em tempos de 1000 frames como fake News, ou tradicionalmente mentira.
Esta batalha é pela resistência do que está vivo sob a imposição do que irá morrer em breve. O grande reinício deu chabu, ele foi reiniciado por outro caminho e será engolido por que seria a gula. E assim chegamos a uma semana em que o dólar sente o impacto de sua decrepitude, e o petróleo é alçado ao centro da cobiça. A nova era da energia plugada, está sendo engolida pela energia queimada. Ainda não é tempo de um mundo esteticamente perfeito e limpo, somos ainda carbonados e cinzas. Os pneus continuarão ainda a carregar os carros, o papel continuara a sua tarefa de remover nossas sujeiras, e o plástico ainda será motivo de morte de nossos animais. Estes são problema reais para a atual sociedade, o suprimento energético e a saciedade da fome. Estas são as necessidades urgentes do mundo.

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