O essencial é invisível aos olhos.
“Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...”
O título e o texto acima apresentados, são retirados do livro O Pequeno Príncipe, do autor francês Antoine de Saint-Exupéry. Confesso que ainda não tive a oportunidade de ler esta obra. Sei que ela causa um grande impacto em quem se depara com os conhecimentos ali contidos, porém este trecho apresentado, retrata bem o que sinto neste momento. A responsabilidade de despertar o interesse em outras pessoas. Sempre fui alguém que imaginava que, o que se encontrava ente as paredes do meu crânio, poderia ser insignificante para outros. Ao longo de minha vida, vivi quase que esta certeza da insignificância. Fui no meu tempo de garoto, o típico “looser” de películas hollywoodianas, era o “quatro olhos”, o ultimo na escolha do futebol, o goleiro maldito, o chorão, o mané, o sem namorada, o disputado nos trabalhos e o amigo da prova da quinta série, e por aí. Um apelido que não pegou, mas marcou, “enciclopédia ambulante”, hoje sigo acrescentando fascículos, (põe no google que ele sabe). Como pai, o castigo para os pequenos, eram as intermináveis horas de lero-lero sobre as traquinagens que faziam, eu tinha método, e uma ponta de orgulho, (me desculpem filhos). Assim foi construindo minha reputação, esta trajetória me foi muito angustiante em momentos desta vida. Muito medo e muito choro, escondido em meu canto. Mas como um gammer, fui vencendo cada etapa do jogo, muitas vezes retornando ao início depois do game over, outras vezes usando as passwords, mas jamais desistindo de encarar o “chefão”. Sempre soube em meu intimo que encontraria minha fase, minhas armas e meus poderes. Hoje estou aqui neste teclado, que aprendi a digitar ainda na oitava série de meu primeiro grau, naquele tempo, ter “diploma de datilografia” era um diferencial. Agora utilizo todos os dedos para esta proeza, naquele tempo eu me recriminava por não conseguir escrever sem olhar no teclado, hoje me atrapalho olhando. Tudo isso que descrevi até aqui é para dimensionar o impacto de ver meu blog, sim este aqui, saltar em um dia mais de quatrocentos acessos. Eu vinha escrevendo estas ideias, já desde dois mil e nove. Mais fortemente nos últimos dois anos. Este impacto de quatrocentos novos leitores, me trouxe a realidade do que faço neste pc, cativo pessoas, penetro em suas mentes e altero suas visões de vida, mesmo que repulsivamente, elas já não serão as mesmas após minhas palavras. Sinto a responsabilidade disso e sei que estou pronto para seguir nesta tarefa, mas também sei que a modéstia e a humildade são as sentinelas de minha caminhada. A vaidade e a soberba serão minhas tentações, a qualidade de meus textos e temas, serão a raiz cativante dos que me acompanharem nesta jornada. Com sugere o que pouco entendi da obra citada, a caminhada da vida é que é importante a todos nós, os amigos e pessoas com as quais nos deparamos nesta seara, nos farão diferentes e melhores, no meu olhar nunca retrocedemos, apenas nos redirecionamos. Seguimos construindo nossos seres incompletos e disformes nesta obra da vida, de nos relacionarmos com o mundo e com as forças que dele participam. Fico feliz que queiram ler o que expresso, mas sinto um frio no estomago de ver que impacto quem do outro lado me vê. Sejam bem vindos em minha modesta casa de letras. Como retrata a imagem inicial deste Blog, acomodem-se neste sofá e apreciem a paisagem que se descortina nas palavras que fluem nestas teclas. Que elas lhes tragam afeto, carinho, lucidez e um pouco de compreensão desta magica que é viver. Um grande abraço aos novos amigos.

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